Os Fins Justificam os Meios para Nicolau Maquiavel?

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Vale tudo para que um objetivo seja alcançado. Se isso é verdade, os fins justificam os meios. Essa é uma das afirmações mais comuns em relação a “O Príncipe”, de Nicolau Maquiavel, mas afinal, será que ela é verdadeira?

O vídeo acima discute essa questão. Sem antecipar aqui a resposta, precisamos ter em mente quatro pontos fundamentais:

1 – Maquiavel é fruto de seu tempo e contexto histórico. Ele viveu no século XV e os homens eram diferentes naquela época. As propostas que ele apresenta foram feitas para aqueles ouvidos e não para os nossos. Ética, moral e costumes significavam coisas diferentes para aquelas pessoas.

2 – Ele é uma figura histórica e conhecida, com sua vida sendo documentada. Não podemos nos comportar e interpretá-lo como se nada disso existisse. Saber se ele era um cínico ou não, é algo que não deve ser pensado com base na interpretação de seus detratores.

3 – Maquiavel era um pragmático, preocupado com o custo social da violência extrema e da desordem política.

4 – Maquiavel não propunha um príncipe imoral, apesar de criticar as ações exclusivamente baseadas numa premissa moral, o que ele propõe é uma conduta amoral.

Entre os autores fundamentais da política, Maquiavel se destaca. A qualidade de sua obra, a franqueza com que ele trata o leitor de sua obra magna – “O Príncipe” intrigam encantam e seduzem os apaixonados pela política até hoje. O livro é fruto de seu tempo, visto que as dicas sobre a função das muralhas estão ultrapassadas, mas ele é um clássico que ainda tem muito a nos dizer, já que expõe um retrato cru da natureza humana.

Não podemos tirar o livro de seu contexto e abordar a questão da moral política nos mesmos termos que o autor discute no século XV, mas fazendo uma leitura cuidadosa da obra, será mesmo que ele afirma que os fins justificam os meios?

No vídeo que abre o post eu faço uma discussão sobre isso. Espero que gostem.

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